A prática do JuJutsu, para as classes Infantil e Juvenil

TANBO-NO-KATA e Tanbojutsu (imagens)

Compromisso

As possibilidades do JuJutsu

Origem da palavra JuJutsu

Agressividade e Artes Marciais

HojoJutsu e Kumi Uchi 

Pedagogia do JuJutsu

BodyGuarding

Normas de Segurança

Tipos de reacção perante os ataques

O JUJUTSU e os princípios SHIN

JUJUTSU,  a prática depois dos 40 anos

TANTO JUTSU

Psicologia do JUJUTSUKA

 

 

 

 

 

 

Tipos de reacção perante os ataques

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SEN é a intuição ou percepção do ataque do adversário e segundo a natureza da mesma, a reacção pode produzir-se:

1°. depois do ataque (GO-NO-SEN

2°. ao mesmo tempo que o ataque (TAI-NO-SEN)

3°. antes que se inicie o ataque (SEN-NO-SEN)

 
Os mestres antigos de ZEN e BUDO afirmavam que entre a percepção e a reacção não deve caber nem a espessura de um cabelo.

GO-NO-SEN é  quando se espera até ao último momento para evitar o ataque ou também quando o ataque nos surpreende (percepção tardia). Igualmente para o adversário que está lançado é demasiado tarde para mudar de ataque.

Nossa resposta será dada no último momento como resistência ou contra ataque.

TAI-NO-SEN é a percepção do ataque no mesmo momento que se produz, desencadeando-se a reacção ao mesmo tempo. Ataque e resposta são simultâneos.

SEN-NO-SEN é a percepção ao ataque antes dele se dar. A observação atenta do adversário e a intuição  permite captar a intenção do ataque e a resposta é dada antecipando-se à acção do ataque. O SEN-NO-SEN só é possível quando o domínio da técnica é total e a mente se encontra num estado de total disponibilidade, sem deixar-se influenciar por nenhuma circunstância. 

Uma das escolas mais antigas de Artes Marciais, TENSHIN SHIN'YO-RYU (JUJUTSU) distingue três estados de espírito perante a realização de uma técnica: 

1º. ZEN SHIN referindo-se à atenção, disponibilidade e decisão prévia à realização de uma técnica.

2°. TSU SHIN a concentração absoluta que é preciso conservar durante a realização de uma técnica.

3°. ZAN SHIN manter a vigilância sem abandonar a atenção depois de realizar uma técnica.

Outro factor muito importante a ter em conta do JUJUTSU, é a distância; espaço e tempo são conceitos muito importantes até ao ponto em que o momento do encontro é definido e redundará em benefício ao que souber dominar ambos os factores em sua acção.

A distância (MAAI) é o espaço que separa TORI de UKE em função da arma empregada, ou do tipo de ataque que se vá realizar:

1º. TECHIKAMA (distância curta) - UKE e TORI estão a uma distância inferior a um passo e pode produzir-se um ataque sem aproximação prévia. É possível a surpresa, não há tempo para reflexão e toda reacção defensiva necessita da ajuda de um ATÉMI prévio.

2º. MA (distância média) - UKE e TORI encontram-se a uma distância superior a um passo. UKE necessita aproximar-se (dar um passo) para alcançar TORI no seu ataque. Há um pouco de tempo para a reacção, embora surpresa também seja possível. Pode utilizar o impulso do atacante com a esquiva.

3°. TOMA (distância  grande) - UKE e TORI encontram-se separados três ou quatro passos de distância um do outro. Há tempo de perceber o ataque e reflexionar. A surpresa é mais difícil nesta distância, que por outra parte é a ideal para utilizar o impulso do atacante em seu benefício.

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O JuJutsu e os princípios SHIN

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SHIN (espírito):

Decisão de defesa e neutralização do oponente.

Atitude vigilante e alerta constante.

Autodomínio, controle dos gestos e da expressão do rosto,

Respeito ao professor, DOJO, companheiro, etc., em todo o momento em que se entra no DOJO, até no momento em que se sai do DOJO.

Sinceridade em todas as acções, manifestação de Kl.

 
GI (técnica):

MA-AI dinâmico, ideal para cada situação, Técnicas realizadas correctamente, sem vacilar nem equivocar-se.

Estilo e espontaneidade, reflexos, harmonia nas acções.

Coordenação e equilíbrio.

Velocidade de reacção sem brusquidão, nem força bruta.

Ritmo constante de trabalho, nem lento nem precipitado.

TAI-SABAKI correcto.

Postura e atitude (HARA).

 
TAI (corpo):

Potência e eficácia em cada acção.

Flexibilidade.

Resistência física para poder manter um bom ritmo durante o treino.

Agilidade na esquiva, velocidade na reacção.

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JuJutsu, a prática depois dos 40 anos

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O processo biológico de envelhecimento do corpo humano a partir dos 30 anos caracteriza-se por:

 ·      Perda lenta e paulatinamente da capacidade de adaptação e reordenação dos órgãos.

·        Diminuição das funções fisiológicas e do rendimento físico.

·        Alterações degenerativas nas articulações e tecido cartilaginoso do aparelho locomotor.

·        Diminuição do volume de massa muscular por perda de elasticidade, água e minerais nos músculos sendo cada vez mais vulneráveis às distensões.

·        Diminuição das faculdades do sistema nervoso que afecta a coordenação, a concentração e a percepção-reacção,

·        Diminuição do rendimento do sistema cardio-circulatório e pulmonar, por alterações degenerativas nas  paredes das artérias e veias, e obstrução de grande número de pequenos capilares, causando aumento da pressão arterial, menor irrigação sanguínea, menor oxigenação dos tecidos.

·        Menor capacidade respiratória por perda de elasticidade dos pulmões.

·        Os ossos endurecem ficando mais frágeis e menos flexíveis.

O exercício físico e neste caso a prática do JUJUTSU, contribui para manter a aptidão física, para realizar esforços motores (coordenação, agilidade, flexibilidade, força, velocidade, resistência) até uma idade muito avançada.

Dado que o número máximo de pulsações que o coração pode alcançar durante o exercício diminui com a idade, o ritmo de trabalho para cada pessoa será determinado por esta observância sem falta da seguinte regra:

Retirar a 180 o número de anos. Assim, uma pessoa de 40 anos:

180 - 40 = 140 pulsações por minuto que não deve ultrapassar em nenhum momento do seu treino.

A prática do  JUJUTSU, melhora o rendimento do coração, pulmões, músculos, o metabolismo e o sistema endócrino.

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TANTO JUTSU

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A palavra "TANTO" corresponde a dois ideogramas Japoneses que podemos traduzir literalmente como:

 TAN - breve, curto;    TO - sabre.

 O TANTO JUTSU é um conjunto de técnicas que engloba o punhal em qualquer das suas variantes: TANTO, AIKIUCHE, etc.

 O seu comprimento varia entre os 20 e os 30 cm.

 Podemos distinguir três WAZAS (WAZA = técnica) importantes:

 TSUKI-WAZA: projecção do braço com o TANTO para penetrar no corpo do adversário;

UKE-WAZA: bloqueio dos ataques com o TANTO;

KIRI-WAZA: técnicas cortantes com o TANTO.

 São também utilizadas no TANTO técnicas de luxação, estrangulamentos e pressões.

 KAMAE (guarda):

As posições de guarda, em referência a pernas, não diferem das posições tradicionais (KOKUTSU-DACHI, NEKO-ASHI-DACHI, etc..). A diferença está na forma de apresentação do TANTO. Temos duas formas de apresentar o TANTO em combate: a uma podemos denominar aparente ou intimidatória, à outra podemos denominar expectativa, na qual podemos ocultar o nosso TANTO, dando a iniciativa ao adversário para que mostre as suas intenções.

Na primeira guarda (intimidatória) mantemos o TANTO desembainhado e com a ponta dirigida ao adversário. Na segunda guarda tentaremos fazer com que o TANTO não seja observado pelo adversário, o que implica termos o TANTO na palma da mão e dirigido para o nosso antebraço. Estas duas guardas são de nível médio (CHUDAN-CAMAE) mas também existem a outros níveis, assim como diferentes posições do TANTO.

 Citaremos, em especial, as guardas a nível alto (JODAN-KAMAE). Todas estas posições podem ser estudadas nos KATAS (TANTOJUTSU-NO-KATA), principalmente, e na prática das técnicas tradicionais.

 KYUSHO:

Qualquer pessoa que tenha conhecimentos de Artes Marciais terá conhecimentos dos pontos vitais do corpo humano. Esses ao serem atacados com pancadas (com o punho, pé TAMBO, BO, etc,), produzem danos graves no adversário atingido.

Quando esses mesmos pontos são atacados por um TANTO, os resultados são muito diferentes e neste caso mais letais. Por este motivo, devemos executar técnicas não tão radicais em relação à vida do agressor.

Há zonas anatómicas muito desprotegidas que não exercem funções vitais imprescindíveis. Nestes casos, o tipo de técnicas a utilizar deve ser KIRI-WAZA (técnicas cortantes).

TANTOJUTSU-NO-SENRYAKU (estratégia em TANTOJUTSU).

O TANTO, principalmente, é uma arma de distância curta, de corpo-a-corpo.

É importante que o adversário não se aperceba da nossa arma porque, neste caso, ele aproxima-se e poderá, inclusive, mudar o seu ataque para um de distância maior.

Em síntese, perdemos a iniciativa, opção muito importante em casos de combate real; entenda-se a iniciativa como a possibilidade de obter um controlo absoluto da situação e não como a possibilidade de iniciar primeiro o ataque.

Isto não significa que temos de ocultar sempre o TANTO.

Quando o agressor também é portador de um TANTO, devemos ter em conta o seguinte:

  • Desarmar o agressor, uma vez bloqueado e controlado o seu ataque;
  • Não deixar o TANTO ao alcance do agressor quando desarmado;
  • Não deixar de visualizar o TANTO do agressor sem se ter verificado a sua neutralização total, e evitar que fique ao alcance de outros possíveis adversários;
  • Utilizar o TANTO para a condução do adversário.

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Psicologia do JUJUTSUKA

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Um ataque de rua deve ser resolvido num "tempo máximo de três segundos, quando se trata de vários atacantes, e em muito menos tempo quando se trata de um só agressor.

O treino no DOJO deve ir conduzindo o praticante ao autodomínio e capacidade de reacção para que a nossa acção contra um ataque seja imediata e. definitiva.

A velocidade na acção deve estar, em principio, encaminhada para um fim: quebrar a ideia do atacante. O que ataca está com uma ideia pré-fabricada e por vezes com a confiança de que está a actuar com o factor surpresa.

Deter o ataque criando um vazio, por exemplo com uma esquiva apropriada, poderá ser suficiente para quebrar a ideia do atacante e o bloqueio mental que se produz nos segundos seguintes (em certas ocasiões em fracções de tempo mais pequenas) e nos dar tempo suficiente para aplicar a nossa técnica neutralizante.

Outro aspecto importante é preparar o praticante para o treino sem casaco, É muito útil que o praticante se habitue a executar as técnicas sem efectuar agarres, pois numa situação real pode dar-se o caso de, ao tentar executar essas técnicas, rasgar-se o tecido provocando o malogro da técnica que se pretendia executar.

Muitas técnicas de projecção e de luxação podem executar-se sem necessidade de agarrar o atacante.

Não devemos confiar em excesso, o ataque pode acontecer em qualquer momento. Há, no entanto, situações nas quais se pode inclusive prever com antecipação, o que nos permite executar uma acção ofensiva ao atacante, antecipando-nos ao seu ataque e começando a nossa defesa ao mesmo tempo que se inicia o ataque uns instantes antes.

Uma atitude serena mas firme é o ingrediente básico para obter o êxito (em certos casos a defesa da própria vida). Noutras ocasiões dará um bom resultado o adoptar de uma atitude fingida de nervosismo e medo. Isto provoca no agressor um excesso de confiança que poderá ser utilizada pelo defensor ao aplicar as técnicas de defesa.

 Vantagens e inconvenientes da prática do JUJUTSU.

Inconvenientes:

Risco de alguma técnica ser executada sem o devido controle da parte de quem a executa (ATÉMI, projecção, luxação, etc.).

Lesões musculares nos casos de uma execução incorrecta de uma técnica.

Se os professores transmitirem fielmente o espirito de responsabilidade aos alunos e estes seguirem os conselhos dos primeiros, os riscos são mínimos. Controlo rigoroso da classe, controlo rigoroso da técnica que se executa é a melhor solução para evitar a lesão.

Vantagens:

O exercício físico que se realiza de forma bilateral (direita e esquerda) como consequência da educação ou reeducação psicomotora, além do cultivo das qualidades moral e fisiológica extraídas dos princípios do BUSHIDO (recordemos que a principal norma nas ARTES MARCIAIS é a cortesia).

O trabalho psicossomático supõe: 

Redução da energia Yang (mau carácter, agressividade, etc.,)

Tonificação da energia Yin (passividade, timidez, indecisão perante a vida, etc)

Tudo isto produz um alto nível de autocontrole, que se traduz em um equilíbrio espiritual, caminho necessário para chegar a obter as metas que cada um propôs para a sua vida.

Parte-se do princípio que a pessoa equilibrada promove a felicidade e o bem estar aos que a rodeiam, o mesmo não ocorre com o desequilibrado (o neurótico) que além de ele próprio sofrer provoca dano às pessoas que o rodeiam.

O desequilíbrio entre a energia Yang e Yin produz enfermidade, A sua justa medida será o bem estar, mental e físico da pessoa que o desfruta. Mas este equilíbrio deve manter-se ou ser restabelecido quando é perdido, porque dele depende a nossa felicidade e das pessoas que nos rodeiam.

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Normas de Segurança

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NA CABINE TELEFÓNICA

  • Não fique de costas para a porta quando fala ao telefone.

  • Não largue o telefone: é uma Arma e não hesite em bater com ele no rosto de um eventual atacante.

 NO CARRO

  • Atenção ás pequenas batidas. A nova moda é dar um toque para obrigar o condutor a parar e depois assaltá-lo.
  • Circule sempre com as portas trancadas e mantenha os vidros o menos possível abertos.
  • Quando parado num semáforo de sinal vermelho, mantenha o carro em primeira velocidade, de modo a poder arrancar depressa, se necessário.
  • Nos parques de estacionamento subterrâneos evite os lugares mais escondidos.
  • Depois de estacionar o carro não permaneça dentro por muito tempo, pode chamar a atenção de um assaltante.

NO MULTIBANCO

  • Escolha uma caixa num local que não se encontre isolado e pouco iluminado.
  • Esteja atento ao que se passa á sua volta antes de retirar o dinheiro.
  • Não afaste o corpo da máquina enquanto a manipula.

QUANDO REGRESSA A CASA TARDE, DE NOITE

  • Evite usar sapatos com metal que chamem a atenção sobre si.
  • Não caminhe muito perto das portas de entrada dos edifícios.
  • Transporte a mala ou mochila do lado das habitações e não do lado da estrada.
  • Não vista roupa demasiado vistosa.
  • Se possível, mantenha um passo vivo e decidido.
  • Se estiver a ser seguido, não se dirija para casa, principalmente se viver sozinho.
  • Procure caminhar nas ruas com maior animação.
  • Não se aproxime demasiado quando lhe pedem informações de dentro de um carro ou de uma moto.
  • Tenha especial cuidado com um desconhecido (mesmo simpático) que acabou de conhecer.
  • Não perca a lucidez.
  • Se for abordado, fale com as mãos, assim manterá alguma distância com o potencial agressor.

QUANDO VIAJA DE METRO

  • Evite as estações mais isoladas e com uma única saída.
  • Na estação, sente-se o mais perto possível de uma saída e permaneça atento.
  • Se transporta embrulhos, não os pouse no chão, mas sobre um banco ao seu lado e mantenha a mão em cima deles.
  • Prefira a primeira carruagem para ficar mais perto do condutor.
  • Não se sente refastelado no banco (que deverá estar perto do sinal de alarme), mas sim na borda deste e com as costas direitas para poder levantar-se rapidamente em caso de perigo.
  • Se viajar de pé e agarrado a alguma coisa, nunca volte as costas para a porta.
  • Nos corredores de ligação que estão desertos, avance com passo vivo pelo meio do corredor evitando fazer barulho; misture-se rapidamente com um grupo de pessoas; se, de repente, aparecerem dois indivíduos suspeitos á sua frente, não permaneça no meio do corredor, caminhe ao longo da parede.

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BodyGuarding

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Para VIP’s de alto risco - um ou mais BG’s são provavelmente essenciais.

Auto-disciplina e treino pessoal fornecerá ao VIP em risco alguma protecção.

Tal é insuficiente contra uma ameaça séria e continua. Neste caso o que o VIP precisa é de ser protegido por profissionais a tempo inteiro.

O papel do BG é extremamente exigente. O trabalho é muitas vezes entediante, a rotina e os resultados aparentemente negativos (ex: se o trabalho do BG for bem feito - nada acontece).

No entanto, por muito bons que sejam os procedimentos, cedo ou tarde, alguma coisa deverá acontecer. Então o BG deverá reagir instantaneamente, sem receios, correctamente e com efectividade, se necessário até mesmo morrer para salvar o cliente.

A tarefa do BG é essencialmente prever e impedir que um ataque aconteça - mas se tal acontecer:

• Efectuar tácticas de diversão, sendo um alvo extra com o qual o atacante terá de lidar.

• Proteger, escudando o cliente com o seu corpo.

• Salvar, removendo o cliente do local de perigo imediato.

• Neutralizar, o atacante através de combate: mas unicamente para preservar a vida do cliente.

• Fornecer assistência paramédica, se necessário for, até que ajuda mais qualificada se apresente.

• Trabalhar em ligação com as autoridades policiais/judiciais, sendo capaz de fornecer um relatório após a acção que forneça a informação necessária.

O requerimento chave do BG é um misto de estado de alerta e vigilância constante. 

Nenhuma destas actividades é fácil de manter por longos períodos, o BG deve reparar em tudo e pensar nas possíveis implicações - nada deve ser tomado como garantido.

A abordagem individual e atitude em relação à protecção deve ser da mais alta ordem, e ele ou ela deverão desenvolver bons procedimentos pessoais e manter-se fieis a estes.

O critério do BG deverá ser a capacidade de planear antecipadamente. Devido à proximidade com o cliente, o BG deve ser honesto, discreto, bem sintonizado, compatível e modesto.

Uma sombra cinzenta, o BG não deve atrair as atenções.

Devido ao possível envolvimento do BG numa situação de crise- o ideal é ele ou ela serem experimentados e testados em situações de crise, deverão ser de raciocínio rápido, decisivos e fisicamente aptos.

O BG deve de ser proficiente em determinadas técnicas da profissão de protecção:

• Comunicações,

• Observação,

• Condução,

E em alturas de stress e crise:

 

• CQB (Close Quarter Batle) Combate corpo-a-corpo com e sem armas.

• Paramedicina

O BG deve apreciar o papel da tecnologia e compreender os seus princípios básicos. A tecnologia deverá fazer parte de muito do equipamento e procedimentos do BG. 

O BG deve ser capaz de explorar as suas vantagens e compensar as suas limitações.

O BG deve preocupar-se com contra-vigilância, contra-armadilhas (IED), medidas de defesa de veículos e edifícios e acima de tudo com escoltas.

Para o BG, boa segurança deve ser uma segunda natureza. O BG deve de se abster contra o discurso solto (falar demais e revelar informações) e ter todos os papeis e documentos seguros, e ser capaz de funcionar na base do principio do "'need-to-knovv" (revelar apenas o necessário).

Planos não devem de ser expostos através de reconhecimentos demasiados óbvios ou excessivo interesse em certas rotas e localidades.

Acima de tudo o BG deve de ser flexível. O BG raramente obtém a protecção ideal. 

A arte está em tornar efectivo o melhor que ele ou ela podem obter com os recursos existentes em determinadas situações.

Finalmente, é difícil ser um bom BG sem ter um bom treino. Treino deve ser obtido regularmente, profissionalmente executado e periodicamente actualizado. Deve envolver as técnicas básicas, experiências "on-the-job" (trabalhando) e treino continuo, para o bom BG isto nunca deve acabar.

Tudo o que um bom Guarda-costas deve ser, é ser capaz de se afastar dos problemas antes de eles começarem.

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Pedagogia do JuJutsu

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Qualidades que deve possuir um bom professor

Um bom profissional do ensino sabe que a sua aprendizagem não pode deter-se correndo o perigo de ficar desactualizado. Muitas vezes tem-se posto maior empenho em uma grande qualidade de conhecimentos que no ensino da pedagogia e metodologia adequadas.

Aconteceram casos em que grandes campeões não sabiam ensinar.

Esta deverá ser a nossa linha pedagógica em todo o momento que deverá explanar-se  numa metodologia adequada às circunstâncias próprias de cada aluno, de cada grupo de cada idade, ou de cada sexo.

Uma circunstância muito a ter em conta será o nível cultural que possuem os nossos alunos: nossa linguagem será precisa, clara de fácil compreensão, com um tom modelado, não demasiado forte, para não criar tensão, nem demasiado baixo para que não resulte inaudível.

As qualidades que deve reunir um bom professor podem sintetizar-se da seguinte forma:

   Autoridade

   Perseverança

   Preparação técnica (formação)

   Autenticidade

Pedagogia do treino

Não devemos esquecer que estamos preparando pessoas que em caso de terem que combater devem resolver a situação perigosa num máximo de dez segundos, para um só atacante; por conseguinte, no treino é importante  que, uma vez o ataque lançado, a nossa acção deve ser decisiva, rápida, contundente e disuasora.

Aos principiantes deve-se animar constantemente porque em regra geral quando um principiante entra pela primeira vez no tatami sente um medo atroz e um complexo de inferioridade extraordinário: o medo do ridículo: pensam que todos os olhares estão centrados nele. Não se acha capaz de executar as técnicas que os outros alunos mais avançados executam de forma tão fácil, enquanto seu desejo interno é de vencer todas as dificuldades e esta característica deve ser a grande aliada do professor.

Devemos estimular e corrigir individualmente o menos possível. As correcções podem-se fazer de uma forma geral sem personalizar ninguém em concreto, pois cada qual tomara o que foi dito da maneira que lhe convier.

Primeiro é necessário criar no participante o gosto pela prática, e pouco a pouco irá aprendendo a dominar a sua psico-motricidade, o domínio do cérebro sobre os diferentes músculos.

Mais tarde quando o aluno tiver já algum tempo de prática começará a efectuar as respectivas correcções. Nessa altura ele já terá o tempo suficiente de treino para não se sentir ofendido ou inferiorizado quando for corrigido.

Uma vez conseguido fazer sentir ao aluno o prazer de praticar JuJutsu teremos conquistado um novo adepto para a prática e possivelmente um novo amigo.

Quando explicamos uma nova técnica, em primeiro lugar, devemos executar a mesma à velocidade da sua execução em caso real. Posteriormente voltaremos a executar a técnica de forma mais lenta mostrando os pontos mais importantes a ter em consideração (não convém dar uma quantidade excessiva de pormenores porque irá criar confusão no aluno).

De seguida executa-se a técnica em velocidade (como da primeira exemplificação). Periodicamente iremos revendo as técnicas e ampliaremos pontos-chave da mesma.

A forma de apresentar um novo conhecimento é tão importante como o conhecimento. Devemos motivar o suficiente o que estamos a explicar de maneira a criar nos alunos o desejo de dominar essa técnica.

Convém, em certas ocasiões, que os alunos procurem a solução a um ataque apresentado (sempre com a vigilância do professor).

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HojoJutsu e Kumi Uchi

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Hojojutsu

 

HOJOJUTSU é a arte de prender e amarrar um prisioneiro, usando uma corda.

Desenvolvida no Japão feudal, era praticada pela classe dos samurais.

A palavra HOJO é formada pelos kanji HO, que também é pronunciado TORI, e significa capturar, prender; e JO, que também é pronunciado NAWA, e significa corda. A palavra JUTSU significa arte, habilidade.

A principal razão de se atar alguém veio da necessidade de se prender, manter vivo ou impedir a fuga de determinado indivíduo. Era o caso do período feudal no Japão, quando o inimigo era capturado para fornecer informações, ou ser utilizado em troca de alguém importante que fora capturado do outro lado.

Há várias outras razões pelas quais o Hojojutsu era utilizado. Uma delas era segurar um prisioneiro a ser apresentado a alguma autoridade por crimes cometidos. Assim, os japoneses destacam-se por terem desenvolvido um sofisticado sistema de uso de corda para amarrar pessoas.

A policia moderna do Japão ainda transporta cordas consigo para conter os prisioneiros, além das algemas.

As técnicas de Hojojutsu eram usadas nas antigas escolas de Jujutsu, sendo a escola de Jujutsu Takenouchi Ryu a mais especializada nesta área.

 

Kumi Uchi

                    Kumi: Abraçar, Segurar             Uchi: Bater

Kumi Uchi: Técnicas de agarres à roupa do adversário para forçar o combate corpo a corpo, tanto na luta em pé como no solo.

Kumi Uchi é a parte do Jujutsu que estuda as formas de agarres, projecções, estrangulamentos e chaves, para a finalização do combate da forma mais rápida possível.

Pontos Vulneráveis:

1- ATAMA- Cabeça

2 - KUBI- Pescoço

3 - UDE- Braço

4 - KOTE- Punho

5 - YUBI- Dedo

6 - ASHI- Pé ou perna

7 - HIZA- Joelho

8 - KOSHI- Anca

9 - KATA- Ombro

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Agressividade e Artes Marciais

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“Frustração-Agressão em Praticantes de Artes Marciais Tradicionais de Acordo com o Nível de Experiência” (resumo)

 

A agressividade é um problema cada vez mais actual com que pais e professores têm de lidar diariamente. Vivemos numa época em que todos se queixam da insegurança, do aumento da criminalidade, da delinquência juvenil, da violência televisiva, das “crianças-problema”, do abuso da autoridade, do mundo... Mais do que compreender as suas causas, há que mudar comportamentos.

No entanto, torna-se difícil motivar “jovens rebeldes” a aderirem a algo tão abstracto como a terapia verbal.

Poderão as Artes Marciais Tradicionais auxiliar neste processo?

Poderá o Mestre (professor de Artes Marciais) trabalhar conjuntamente com o psicoterapeuta na construção de respostas alternativas á agressão?

Poderá o Dojo (escola de Artes Marciais) funcionar não só como compartimento estanque de toda a energia acumulada durante um dia repleto de situações indutoras de stress, mas também como escola de valores?

Embora seja relativamente bem aceite que, de um modo geral, é possível criar uma atmosfera desportiva que fomente a socialização dos praticantes, quando falamos de Artes Marciais as opiniões divergem. De um modo geral, as Artes Marciais são confundidas com os desportos de combate, e dificilmente se conseguem dissociar de uma conotação negativa em que a agressividade é apontada como uma característica inerente aos seus praticantes.

Nos Estados Unidos da América a negligência parental e a violência doméstica atingiram valores preocupantes, causando graves cicatrizes emocionais nas crianças, que as transformam progressivamente em adolescentes rebeldes.

Diversos projectos de intervenção, quer com vitimas de violência, quer com agressores, têm incluído diferentes Artes Marciais no seu programa, e avaliado os seus efeitos.

As Artes Marciais surgem como uma alternativa aliciante, na medida em que preenchem as necessidades de segurança, filiação e “status” destes jovens, permitindo simultaneamente descarregar a energia acumulada.

O Mestre torna-se o “modelo” a seguir, e a componente espiritual uma “forma de vida”, em que a violência é rejeitada em qualquer contexto.

JuJutsu

Temos, no entanto, que fazer a distinção entre as Artes Marciais Tradicionais, na sua componente mais pura embora adaptadas á vida moderna e as recém formadas modalidades que se afastam progressivamente dos valores ancestrais.

A competição surge como uma faca de dois gumes pois, embora contribua para uma maior divulgação da modalidade, gera frequentemente uma “corrida” aos cintos/graduações e aos prémios de jogo, o que acaba por deturpar a verdadeira essência da Arte Marcial.

Neste sentido, o presente estudo incidiu sobre 30 praticantes de Artes Marciais tradicionais, do sexo masculino, com idades compreendidas entre os 18 e os 25 anos. Tendo sido comparado um grupo de 15 praticantes de nível iniciado com um segundo grupo de praticantes de nível avançado, no que concerne ao tipo de reacções perante situações de frustração, constatou-se que os praticantes mais experientes manifestavam menos atitudes agressivas perante as situações propostas. Mais ainda, os praticantes de JuJutsu, mesmo os de nível iniciado, revelaram, em alguns parâmetros, níveis de agressividade inferiores aos da população geral masculina portuguesa.

Assim sendo, o estudo elaborado vem demonstrar que a prática de JuJutsu, na sua vertente tradicional, induz mudanças positivas nos seus praticantes, nomeadamente perante situações de frustração

Dr.ª Patrícia Sebastião
Psicóloga Clinica

 

Benefícios do Jujutsu

A tradicional arte do JuJutsu é hoje seguida por uma grande maioria de praticantes, que querem manter vivo o espirito guerreiro das técnicas de luta da arte. Não entram em competições e o seu único objectivo é a continuação da pureza mental, espiritual e física da arte.

-         Aptidão e flexibilidade

-         Autodisciplina e atitude positiva

-         Camaradagem

-         Confiança e bem-estar

-         Consciência e alerta

-         Habilidade de autodefesa

-         Redução do stress

-         Sociabilidade e cortesia

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Origem da palavra JuJutsu

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Como se pode verificar, o termo JuJutsu escreve-se em japonês composto de dois ideogramas.

O termo “Ju” significa flexibilidade, gentil ou suave.

Encontramo-lo também na palavra Judo, que se traduz pela “via da Flexibilidade e Adaptação”.

O termo “Jutsu” significa “arte”.

O JuJutsu é então a arte da flexibilidade e adaptação.

Visto que o ideograma “Ju” de “JuJutsu” é o mesmo de “Judo”, convém esquecer a ortografia “Jiujitsu” e a escrita “Jitsu”, encontrando-se ambas incorrectas.

Existem ainda os ideogramas “Jitsu” que nada têm a ver com as disciplinas marciais.

 

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As possibilidades do JuJutsu

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Podemos classificar a arte JuJutsu em várias linhas de acção :

TÉCNICAS DE BATIMENTO
   TSUKI - Punhos
   KÉRI - Pontapés
   HARAI - Varrer com as mãos ou pés
   UCHI - Golpes circulares

TÉCNICAS DE PROJECÇÃO

   Por alavanca - a favor da articulação
   Por articulação - contra a articulação

TÉCNICAS DE IMOBILIZAÇÃO
   Em várias posições
   Em várias articulações diferentes

TÉCNICAS DE CONTROLE
   Em várias posições
   Em várias articulações diferentes


TÉCNICAS DE ESTRANGULAMENTO
   Respiratório
   Circulatório
   Nervoso

TÉCNICAS DE REANIMAÇÃO
   KUATSU

TÉCNICAS TERAPÊUTICAS
   SHIATSU / SEITAI


Com a prática do
JuJutsu, existe uma enorme gama de possibilidades, tais como :

 -> Atacantes desarmados perante defensor desarmado
 -> Atacante armado perante defensor desarmado
 -> Atacante armado perante defensor armado
 -> Atacante desarmado perante defensor armado
 -> Defensor armado ou desarmado perante vários atacantes tanto armados como desarmados

 

Índice

 

 

Compromisso

Índice

 

 

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